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16/08/2012 - ESPECIAL: As novas fronteiras agrícolas para a cana-de-açúcar

Por Ana Greghi, Bruna Machado, Felipe Cordeiro e Márcio Perin

As regiões do Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins) e Mato Grosso, onde a fronteira agrícola para cana-de-açúcar começou a ser explorada recentemente, estão se consolidando como importante atividade de negócios e podem ser uma boa oportunidade de investimentos.

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, já anunciou que investirá cerca de R$ 600 milhões entre este ano e abril de 2013 para melhorar sua infraestrutura logística no transporte de combustível no país e no exterior.  O foco do grupo está em melhorar a eficiência nas regiões Norte e Nordeste, principalmente na região do Mapito.

“Temos uma base em Itaqui [no Maranhão], mas vamos avançar os investimentos, com um terminal de derivados, etanol e tancagem”, disse ao Valor Econômico o vice-presidente de logística, distribuição e trading do grupo, Leonardo Gadotti Filho. A ideia da companhia é ter um modal mais eficiente, via Norte-Sul, e suprir toda a cidade de Palmas, em Tocantins.

“Através da ferrovia, conseguiremos transportar etanol para Itaqui e dali poderemos embarcar para os Estados Unidos, só com dois terços do frete que você pagaria [por Santos]”, continua. Atualmente, o Maranhão e o Pará representam 0,5% da cana cultivada no Brasil.

Em Tocantins, a Raízen investirá em um terminal e em um centro coletor de etanol, que não será necessariamente produzido só pela empresa. Hoje, a Bunge, que é produtora de etanol no local, utiliza a malha da Norte-Sul, com contrato de longo prazo com a Vale. Ainda segundo Gadotti Filho, a Raízen também está de olho em oportunidades de expansão de transporte de combustíveis em locais onde a Petrobras planeja novas refinarias.

A gestora brasileira de ativos agrícolas Quirinvest também busca investidores para aquisição de novas áreas para expansão de plantio e diversificação de culturas. A empresa, que prevê um crescimento neste ano na ordem de 50%, admitiu estar conversando com grupos de investidores no Mapito e em Minas Gerais para o cultivo de cana-de-açúcar.

A SLC Agrícola (SLCE3), que está em período de silêncio, firmou recentemente contrato com o fundo de investimento Valiance Asset Management Limited. O objetivo é investir no desenvolvimento de terras agriculturáveis no Brasil, estando a cana-de-açúcar nos planos de expansão da companhia. Pelo contrato, a Valiance formará uma joint venture com a subsidiária SLC Landco.

Para isso, o fundo realizará quatro aportes na empresa até setembro de 2014, que totalizarão aproximadamente US$ 238,58 milhões. Ao final do processo, a Valiance terá 49,4% de participação na SLC Landco, sendo o restante de responsabilidade da SLC Agrícola. A SLC Landco inicialmente será proprietária das fazendas Piratini (Bahia), Planeste (Maranhão) e Panorama (Bahia).

Além das companhias, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda há três anos a produtividade de novas cultivares no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Maranhão, em Tocantins e em Goiás, onde a cana-de-açúcar foi plantada em condições de sequeiro (sem irrigação) e com a adoção de técnicas convencionais usadas nas regiões produtoras. A ideia, segundo a entidade, é que essas variedades tenham produtividade semelhante à das áreas de lavouras tradicionais.

Veja a seguir um especial sobre a cana-de-açúcar nos estados brasileiros com maior potencial de expansão.

Cana-de-açúcar chega ao Mapito

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: aposta em áreas de pastagem para cultivo de cana

Paraná, Goiás e Minas Gerais: importantes estados produtores de cana também querem crescer

Fonte: Informa Economics FNP

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