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Informa Economics FNP - Gazeta do Povo

03/07/2012 - Preço do milho resiste à supersafra

Perto da entrada de metade da produção mundial, preços do cereal conseguem ficar acima dos de 2010, em Chicago e no Paraná

Daqui a um mês os Estados Unidos devem colher a maior safra de milho da história do país: ao menos 350 milhões de toneladas, conforme projeções oficiais do USDA – Departamento de Agricultura norte-americano. O Brasil também contribui com o aumento da oferta mundial, retirando, quase ao mesmo tempo, perto de 68 milhões de toneladas do produto, aponta levantamento do núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo. Apesar da con­­juntura mais ‘confortável’, os preços internacionais e domésticos do cereal conseguem se sustentar em patamares acima dos de 2009/10, quando o mundo também aguar­­dava safra cheia nesta época do ano.

O momento atual mostra quão sensível está o mercado de commodities agrícolas, explicam analistas. A variação dos preços, cada vez mais intensa no meio do ano, tem acompanhado qualquer previsão de alteração no quadro de abastecimento global. As previsões atuais apontam que serão colhidas cerca 950 milhões de toneladas do ce­­real até o final do ano, frente a um consumo total estimado em 920 milhões de toneladas. Com isso, os estoques ao final da temporada seriam suficientes para suprir a demanda mundial em aproximadamente 2 meses.

A valorização do grão observada especialmente nas últimas três semanas é impulsionada pelo clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos. A seca que assolou a América do Sul no último verão e causou uma das maiores quebras de safra do continente parece ter migrado para o Hemisfério Norte. A cada semana que pas­­sa, as lavouras norte-americanas são mais prejudicadas pela escassez de chuva e altas temperaturas, que se acentuaram justamente no período em que as plantas mais necessitam de água. “Em algumas regiões, as temperaturas estão entre 6º e 8º acima da média e as chuvas abaixo do normal em estados importantes, como Illinois e Indiana”, revela Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Me­­teo­­rologia (Inmet).

As condições impostas pelo clima seguraram os preços do milho acima dos US$ 6 por bushel (medida equivalente a 25,4 quilos) na Bolsa de Chicago e de R$ 23 por saca de 60 quilos no Paraná. No mercado internacional, o preço corrente é quase o dobro do verificado há três temporadas, quando os Estados Unidos se preparavam para colher mais de 330 milhões de toneladas do cereal, o maior volume até então. Em Cascavel (PR), a saca do produto valia pouco mais de R$ 16 e, em Mato Grosso, os negócios eram fechados a cerca de R$ 6 por saca, por conta da pressão de oferta ex­­cessiva nos principais paí­­ses produtores.

Tendência

No que depender do clima no Meio-Oeste norte-americano, os preços do cereal devem continuar sustentados tanto no exterior como no Brasil. Segundo Lazinski, as chuvas devem voltar a cair em pontos do Corn Belt nos próximos dias, mas em volumes ainda insuficientes para reverter o déficit hídrico acumulado desde o início do ano. Em algumas regiões, as chuvas estão 100 milímetros abaixo do normal, aponta o meteorologista do Inmet. “Mesmo que chova, os rendimentos recordes esperados no início da temporada, de 166 bushels por acre (mais de 170 sacas por hectare), não serão atingidos”, aposta Glauco Monte, analista de mercado da FC Sto­­ne. Considerando o cli­­ma atual, o especialista cal­­cula que a produtividade norte-americana alcance 164 sacas por hectare.

“A produção dos Estados Unidos pode cair cerca de 15 milhões de toneladas – para entre 350 mi­­lhões e 360 milhões. Esse volume já é esperado pelos investidores, que aguardam a confirmação no próximo relatório de oferta e demanda mundial do Usda”, complementa Aedson Pereira, analista da Informa Economics FNP. Ele lembra, inclusive, que no relatório divulgado na última sexta-feira, o órgão aumen­­tou a área plantada com milho nos Estados Unidos, de 38,8 milhões de hectares para 39,01 milhões. Porém, revisou para baixo o número referente ao terreno a ser colhido, de 36,06 milhões de hectares para 35,9 milhões de hec­­tares. “Ou seja, eles [norte-americanos] já consideram que parte da área cultivada será perdida”, analisa.

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Fonte: Gazeta do Povo

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