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ANUALPEC 2011

10/08/2011 - Valor da arroba afeta os preços das carnes bovina, suína e de frango nos açougues e supermercados

Estudo inédito da Informa Economics  FNP estabelece elo entre a alta da arroba bovina e os preços das carnes no varejo

São Paulo, agosto de 2011 - Como o valor da arroba do boi gordo afeta os preços das carnes bovina, suína e de frango nos açougues e supermercados? Como a renda do consumidor brasileira pode influenciar os preços das proteínas animais nesses estabelecimentos? Buscando responder essas e outras perguntas, a Informa Economics FNP celebrou uma parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para levantar uma série histórica dos preços das três proteínas no varejo. Os dados fornecidos à consultoria englobam os valores de doze cortes bovinos, dois suínos e da carcaça do frango inteiro em açougues e supermercados na cidade de São Paulo nos últimos cinco anos. De uma forma geral, o maior pico nos preços das carnes entre janeiro de 2006 a dezembro de 2010 foi verificado em novembro do ano passado, tanto nos açougues quanto nos supermercados.

As elevações nos valores das proteínas coincidiram com a alta histórica da arroba do boi gordo no mercado físico, cotada a R$115 em São Paulo na primeira semana de novembro de 2010. Vale ressaltar que, nesse mês, houve maior número de altas e recordes de preços. No período analisado, todos os cortes subiram acima da inflação medida pelo índice IPC-Fipe. No caso dos açougues, a maior alta mensal coube ao filé mignon, cujos preços subiram 27,85%. Já nos supermercados, as elevações nos valores da carne bovina foram melhor distribuídas no período analisado, um indício da maior autonomia desses estabelecimentos na determinação dos preços ao consumidor. A transmissão da alta do boi gordo às três proteínas não é uniforme ao longo do tempo, nem afeta todas as carnes e cortes.

As únicas exceções foram o acém e o músculo, cujos valores reagiram de acordo com as variações da arroba bovina de forma mais acentuada em açougues do que em supermercados. Mesmo assim, o músculo teve uma elevação de 89,43%. O filé mignon e a picanha foram os cortes bovinos que mais se distanciaram da inflação, com alta acumulada de 132,36% e 127,26%, respectivamente. Entre os cortes suínos, a bisteca aumentou 31,32% e a costela, 42,47%, frente a uma inflação de 24,7% no período. O frango inteiro vendido nos açougues paulistanos ultrapassou com folga a inflação, com alta de 67,05%.

Enquanto a bisteca suína foi a que mais se aproximou do índice (aumentando 25,28% nos supermercados) entre janeiro de 2006 a dezembro de 2010, cortes nobres de carne bovina (filé mignon e picanha) foram os que mais se distanciaram da inflação, acumulando altas acima de 120% tanto em açougues quanto em supermercados. Também nesses estabelecimentos, o frango inteiro aumentou 91,7% no período. Entretanto, nos períodos de baixa na arroba do boi gordo, como a verificada em 2009, a correção dos preços das carnes para baixo é mais demorada do que a resposta às altas tanto em açougues quanto em supermercados, tendendo a ser mais lenta nesse último.

Açougues X Supermercados

Com relação à influência da arroba do boi gordo sobre os preços das carnes suína e de frango no varejo, verificou-se algumas particularidades. Foi possível inferir uma relação de causalidade entre a arroba bovina e os valores da bisteca suína e da carcaça de frango em açougues, o que não se verificou de forma conclusiva em relação aos supermercados. Especificamente com relação à proteína da ave, notou-se que os preços no varejo tendem a ser influenciados pelos valores do atacado, o que evidencia a maior força relativa desta cadeia frigorífica, embora tenha sido verificada uma correlação entre o preço da ave e a arroba do boi gordo nos açougues.

De uma forma geral, o estudo verificou que os cortes bovinos tendem a ser mais baratos em açougues do que em supermercados, com o inverso prevalecendo para as carnes suína e de frango. Na média dos cinco anos analisados, o quilo de filé mignon custou R$4,28 a menos nos açougues do que nos supermercados. No período, os preços de cortes como a costela e o frango inteiro variaram 42,47% e 67,05% nos açougues e 39% e 91% no supermercado. No último caso, diga-se de passagem, a carcaça da ave chegou a superar a alta acumulada do lagarto no período (91,18%).

A renda dos consumidores é outro fator que diferencia os preços das carnes em açougues e supermercados. O aumento da renda tende a se traduzir no consumo de cortes mais nobres em detrimento das carnes “de segunda” como músculo, sobretudo nos açougues, culminando na majoração nos valores do filé mignon e da picanha em ambos os estabelecimentos.

Enquanto nos açougues o aumento dos preços dos cortes nobres em decorrência da elevação da renda do consumidor tende a ser imediato, nos supermercados, os valores tendem a aumentar somente no mês seguinte à elevação da renda, com a alta persistindo nos dois meses seguintes. O fenômeno é o principal indício de que os supermercados podem cruzar as flutuações no consumo de alguns itens com a variação na renda dos consumidores, diferentemente dos açougues, cujos preços ficam atrelados à demanda por um certo tipo de carne em um dado momento.

Especificamente quanto à elasticidade na substituição das carnes bovina, suína e de frango, a análise dos dados obtidos pela Informa Economics FNP não permitiu comprovar que o consumidor tende a substituir a carne bovina pelas proteínas do frango e suína quando a arroba do boi gordo sofre alta no mercado físico.

Por fim, a parceria firmada com o Fipe permitiu à Informa Economics FNP analisar, pela primeira vez, as margens do varejo das três proteínas animais desde sua origem. Ao longo do tempo, será possível estudar as série das cadeias de produção das três carnes de modo a concluir se existe ou não desequilíbrio entre a lucratividade do varejo e a de outros elos da cadeia pecuária de corte.

Sobre a Informa Economics FNP:

A Informa Economics FNP (www.informaecon-fnp.com) atua há mais de 20 anos em consultoria técnica e econômica voltada para o setor de agronegócios e agroenergia. É a divisão no Brasil da área de commodities agrícolas do Grupo Informa Informa Economics, maior empresa de consultoria e informação para o agronegócio nos Estados Unidos. A Informa Economics, com suas operações nos EUA, América do Sul e Europa, é a principal empresa de informações de commodities agrícolas, pecuárias e de energia do mundo.

MAIS INFORMAÇÕES:

Ana Greghi - (11) 4504-1438 - ana.greghi@informaecon-fnp.com

Haidi Lambauer - (11) 4504-1452 - haidi.lambauer@informaecon-fnp.com

Felipe Cordeiro - (11) 4504-1442 – felipe.cordeiro@informaecon-fnp.com

Fonte: Informa Economics FNP

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