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Minerva amplia margem mesmo com alta do boi

28/11/2019 - Minerva amplia margem mesmo com alta do boi

 O boi gordo nunca esteve tão caro no Brasil. Mas essa não é, necessariamente, uma má notícia para a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul. Nos últimos meses, a rentabilidade da companhia aumentou, indicou ontem o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Edison Ticle, durante encontro com analistas em São Paulo.

Para um frigorífico, o que importa é a diferença entre o preço do gado e o da carne bovina, argumentou. “Esse é um negócio de spreads”, disse, em alusão ao indicador de margens brutas da indústria frigorífica.

No quarto trimestre, o preço do boi gordo subiu 18% ante a média três meses anteriores, mas a Minerva, que obtém mais de 70% das vendas no mercado externo, vem conseguindo repassar a alta - o dólar valorizado ajuda a impulsionar a margem da companhia.

Ao que tudo indica, a margem de lucro antes de juros, impostos e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caminha para chegar a 12% no quarto trimestre, quase dois pontos percentuais acima da margem de 10,1% do terceiro trimestre.

Para 2020, a companhia traçou cenários de rentabilidade - durante o encontro com analistas, Ticle afirmou se tratar apenas de um exercício matemático, e não uma meta. Considerando que as vendas aumentem 5% no próximo ano, o que implicaria um nível de utilização de capacidade de 85%, e Minerva alcançaria uma receita líquida de R$ 18,5 bilhões.

A depender da rentabilidade, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficaria entre 2,7 vezes e 3,3 vezes no fim de 2020, abaixo das 3,8 vezes de setembro. O indicador de alavancagem atingiria o patamar mais baixo. Para o ano que vem, a Minerva está otimista e a China é a grande responsável. O país vem puxando o aumento das exportações do grupo e pode reduzir ou até retirar as tarifas de importação, acrescentou Fernando Galletti de Queiroz, presidente da Minerva.

No planejamento de longo prazo da Minerva, a intenção é atingir um índice de alavancagem entre 2 vezes e 2,5 vezes em 2021. Com esse nível de endividamento, a companhia poderia distribuir mais dividendos do que exige a legislação e retomar as aquisições, sobretudo na Colômbia.

Nesse processo, a Minerva pode contar com a ajuda de um aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão daqui a dois anos - no ano passado, os acionistas que participaram do aumento de capital privado receberam uma opção de compra de mais ações da Minerva, por um preço bem mais baixo do que os atuais. Ontem, as ações da companhia se valorizaram 6,6% na B3, fechando a R$ 13,47. A opção pode ser exercida por R$ 6,42.

Outra forma de reduzir o endividamento e, assim, retomar os projeto de expansão na Colômbia - a empresa também tem planos para aumentar a produção na Argentina - é a captação de recursos por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da subsidiária Athena na bolsa de Santiago (Chile), mas a operação, que poderia render mais de R$ 1 bilhão, depende da percepção de risco político na Argentina, país que é responsável por um terço das vendas.

Fonte: Valor Econômico adaptado pela IEG|FNP

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