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Demanda chinesa compensa alta do boi gordo no país

08/11/2019 - Demanda chinesa compensa alta do boi gordo no país

 A demanda externa aquecida, sobretudo da China, ajudou a indústria brasileira de carne bovina a compensar a forte valorização do boi gordo, matéria-prima responsável por 80% do custo de produção dos frigoríficos, no terceiro trimestre. Os resultados do período serão divulgados pelas principais empresas do setor – JBS, Marfrig e Minerva Foods – semana que vem.

Dados preliminares do Ministério da Agricultura compilados pela Minerva mostram que, no terceiro trimestre, os abates de bovinos em plantas fiscalizadas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF) somaram 5,78 milhões de cabeças, o que representa uma diminuição de 10% ante igual período do ano passado. Parte da queda se deve à maior concentração de abates no terceiro trimestre de 2018, devido ao “represamento” gerado pela greve dos caminhoneiros, que aconteceu em maio.

De qualquer forma, a menor oferta de gado se traduziu em preços. Conforme o indicador Esalq/B3 para o boi gordo no Estado de São Paulo – referência para o restante do país -, o preço médio do animal pronto para o abate alcançou R$ 155,2 por arroba no terceiro trimestre, valorização de 6,9% na comparação anual.

Na avaliação de Lygia Pimentel, diretora da consultoria de pecuária Agrifatto, a oferta de boi gordo tende a ser mais restrita devido à inversão do ciclo pecuário. Depois de uma fase de maior abate de vacas, os pecuaristas devem reter as fêmeas para estimular o rebanho.

Nesse cenário, os frigoríficos terão de pagar mais caro pelo gado também em 2020, avaliou a analista. Pelas projeções da Agrifatto, os preços do boi gordo alcançarão os R$ 195 por arroba em outubro do ano que vem. Trata-se de uma valorização de 15% na comparação com o atual patamar de preços. Na última sexta-feira, o indicador Esalq/ B3 estava em R$ 169,55 por arroba.

Apesar da alta dos preços do boi representar uma pressão sobre a margem dos frigoríficos, a diretora da Agrifatto argumentou que a situação não é negativa, sobretudo para as indústrias exportadoras, que se beneficiam da maior demanda da China. A tendência é que, para suprir a lacuna de oferta provocada pelo surto de peste suína africana, os chineses continuem ampliando a importação de carne.

Além disso, o aumento dos custos de aquisição de boi gordo não tornou a situação dos frigoríficos de maior porte ruim. No momento, a diferença entre o preço do boi gordo e o da carne – um indicador de margem bruta – está acima da média histórica, sustentou Lygia.

Historicamente, o indicador de margem bruta dos frigoríficos era negativo. Mas o cálculo está positivo desde 2017. “Estão vendendo a carcaça acima do preço do boi”, explicou ela. A mudança reflete um ajuste no parque industrial feito entre 2014 e 2016. A capacidade de abate foi enxugada após o fechamento de dezenas de abatedouros no país.

Para 2020, a exportação deve ajudar a compensar a alta do preço do boi gordo. A melhora do consumo no mercado interno também deve contribuir. Assim, o preço da carne bovina tende a aumentar, e não apenas o preço da matéria-prima, disse Mauricio Nogueira, sócio-diretor da consultoria Athenagro. “Vamos ter um ano muito bom”, acrescentou.

Recentemente, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) alertou que os preços da carne terão de subir, à medida em que a produção abasteça mais o mercado internacional. Conforme Lygia Pimentel, da Agrifatto, no ano que vem as exportações podem abocanhar 25% da produção brasileira de carne bovina. Geralmente, essa fatia fica em 20%.

Fonte: Valor Econômico adaptado pela IEG FNP

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