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Boi gordo: Início de mês favorece alta nos preços no mercado atacadista e sustenta arroba

04/10/2019 - Boi gordo: Início de mês favorece alta nos preços no mercado atacadista e sustenta arroba

Neste início do mês de outubro, a comercialização no mercado físico de boi gordo evolui de forma inconsistente, decorrente da baixa oferta de animais prontos para abate. A dificuldade em encontrar maiores volumes de boiada gorda segue como principal obstáculo para uma melhora na liquidez dos negócios. Nas praças pecuárias, a maior parte da oferta disponível é oriunda de confinamento e, em alguns casos, a boa parte destes animais já foram negociados de forma antecipada, operações a termo. Dessa forma, a indústria frigorífica encontra dificuldade em fazer com que suas programações de abate evoluam de forma mais consistente e, ultrapassem um período superior a uma semana de abate – salvo algumas exceções que se cobriram para o período de entressafra no início do ano. Neste contexto, os preços seguem em fraca elevação, com suporte da demanda aquecida, especialmente por parte do mercado internacional.

No Sudeste, o mercado evolui de forma gradativa, com algumas plantas frigoríficas precisando de gado para o início da próxima semana. Na região Centro-Oeste houve uma majoritária estabilização nos preços praticados no mercado. O quadro de estabilidade remete a cautela dos frigoríficos. Algumas plantas frigoríficas optaram por dar férias coletivas aos seus funcionários diante da dificuldade de compra de animais terminados. No Nordeste, o mercado ganhou liquidez. Com a efetivação de compras a valores mais altos, o mercado evolui de forma mais consistente e a maioria das indústrias da região estão com escalas da semana que vem finalizada. No Norte do país, mais especificamente no TO, após decisões tomadas na segunda-feira pelo governador do estado em revogar os Termos de Acordo de Regimes Especiais (Tare), que concedia incentivos fiscais aos frigoríficos, diversas plantas deixaram de abater nesta quinta-feira e devem se manter fora das compras nos próximos dias. Com a retirada deste incentivo, volta a valer o imposto de ICMS de 12% nas negociações e diversos agentes estão reclamando que o alto custo inviabiliza as operações. Esta paralização pode fazer com que o preço aumente nos próximos dias, pois a baixa oferta de animais deverá fazer com que a retomada das compras seja em patamares superiores para recompor escalas.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos registraram solidas altas. O menor ritmo dos abates diários junto às indústrias frigoríficas associada a firme demanda, sobretudo para exportação, tem enxugado os estoques domésticos. No Brasil, o fluxo médio de carne bovina in natura embarcado ao exterior em setembro passado atingiu 5,9 mil toneladas diárias, avanço 2,5% frente a agosto.

 

Fonte: IHS Markit

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