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09/08/2019 - Boi gordo: Preços interrompem trajetória de alta com cautela dos frigoríficos

Nesta semana cheia do mês de agosto, os preços pagos na arroba bovina continuaram firmes, embora as variações positivas observadas tenham sido um pouco mais pontuais no período. O quadro de suporte aos preços ainda remonta a escassa oferta de animais prontos para abate, reflexo natural do período de entressafra do boi no Brasil. Por sua vez, a maior parte da comercialização de gado gordo se enquadra em animais terminados em confinamento e/ou semiconfinamento. Embora nota-se aparente dificuldade na compra de boiada gorda diante da conjuntura atual, as indústrias frigoríficas, sobretudo aquelas que dispõem de lotes à termo, limitam o fluxo de suas aquisições, atuando no mercado apenas para complementar lacunas em suas escalas de abate ou atender necessidades mais urgentes. Neste contexto, a baixa liquidez de negócios gerou um cenário de preços lateralizados.

No Sudeste, a baixa disponibilidade de animais, associado as curtas escalas de abate, fizeram com que o preço da arroba bovina trabalhasse em alta na maior parte dos estados da região. No Centro-Oeste, alguns estados apresentam maior dificuldade em compor suas programações de abate, o que confere firmeza aos preços da arroba. No Nordeste, embora a oferta de animais seja folgada, estas foram absorvidas pelos frigoríficos locais que aproveitaram para estender suas escalas de abate até o final da próxima semana. No Norte, algumas praças seguem com dificuldade de adquirira boiada gorda pela falta de animais disponíveis. Muitos frigoríficos remanejam sua programação de abate na tentativa de evitar entrar num mercado muito especulado. Houve relatos de frigoríficos diminuindo seus abates diários.

O início de mês trouxe um quadro de recuperação aos preços dos principais cortes bovinos no atacado. A entrada da massa salarial com chegada da primeira quinzena do mês associado a menor disponibilidade de mercadoria para a reposição junto as indústrias frigoríficas, criam um cenário propício a valorização dos cortes. No front externo, o Brasil embarcou um total de 155,6 mil toneladas da proteína, volume que elevou o acumulado do ano (jan-jul) para 978,0 mil toneladas, um aumento de cerca de 16% em relação à período análogo de 2018. Vale destacar que, para a carne in natura, nossos principais compradores foram Hong Kong e a China que juntos representaram no período com cerca de 38% do volume total exportado. Em relação a carne industrializada, os EUA figuraram como principais destinos do produto brasileiro com cerca de 37% do total embarcado ao exterior no período acumulado de 2019.

 

Fonte: IEG FNP

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