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IEG FNP – Folha de São Paulo e Valor Econômico

11/05/2018 - Vicente Ferraz, diretor da IEG FNP, comenta redução de abates no 1º tri deste ano

Com a maior disponibilidade de animais prontos para o abate e a demanda externa crescente por carne, o abate de bovinos cresceu 1,4% no primeiro trimestre deste ano, na comparação ao mesmo período do ano passado, para 7,5 milhões de cabeças. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada hoje em caráter preliminar pelo IBGE. Desta forma, foram produzidas 1,83 milhão de toneladas de carcaças bovinas no primeiro trimestre deste ano, frente a igual período do ano passado, um avanço de 1,8%.

Em contrapartida, o volume de animais abatidos no primeiro trimestre deste ano reflete uma queda de 6,9% em relação ao último trimestre do ano passado. Quando comparado o peso das carcaças, a queda é ainda maior: de 10%.

Um dos sinais da demanda interna fraca é o comportamento dos preços, segundo José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics. "Mesmo com a oferta menor de carne, o preço mantém uma tendência de queda."

As exportações estão em um patamar bom e já estavam computadas na conta do mercado quando programou o primeiro trimestre. A queda interna, porém, surpreende.

A carne suína, que normalmente rouba uma parcela da carne bovina —devido à relação de preços—, também teve oferta menor neste ano. Os abates do primeiro trimestre deste ano caíram para 10,5 milhões de animais, 4,7% menos do que no último de 2017.

Ao contrário do que ocorreu como o boi, no caso do suíno houve interferência do mercado externo para a queda dos abates. A Rússia, um dos principais mercados para os brasileiros, vinha ameaçando interromper as importações deste tipo de proteína do país desde o último trimestre do ano passado. Concretizaram a ameaça. Parte dessa queda de produção de carne suína vem, portanto, de um ajuste do mercado após o fim das importações russas, segundo Ferraz.

A queda de renda fez os consumidores optarem pela carne mais barata, a de frango. Os abates aumentaram 2,6% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao último de 2017. Os dados do primeiro trimestre, porém, já não refletem mais o cenário do segundo, segundo Ferraz. As condições se deterioram ainda mais, principalmente no caso do frango.

Além da demanda interna mais fraca, o mercado de aves encontrou barreiras externas à exportação, principalmente as da União Europeia. O reflexo dessa queda de demanda interna e de exportações menores no setor de carnes é uma retração nos preços.

A queda afeta as margens do setor. No caso do boi, a retração de preços terá reflexo na intenção de confinamento dos pecuaristas, segundo o diretor técnico da Informa Economics.

 

Fonte: IEG FNP – Folha de São Paulo e Valor Econômico

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